
Em entrevista ao produtor Rick Beato, Taupin explicou como funcionava o esquema. As músicas eram gravadas em demos no estúdio da editora e prensadas em discos de acetato. Depois, eram oferecidas a gravadoras e intérpretes na esperança de que alguém as gravasse. Sobre o pagamento, o letrista foi direto.
"A gente ganhava basicamente nada. Ele recebia, acho, 15 libras por semana e eu, 10 libras por semana, e ele ganhava mais porque cantava. Hoje acho que não dá para comprar um jornal com cinco libras. "
O ambiente da editora também ajudava a explicar a falta de rumo da dupla. Segundo Taupin, o escritório era ocupado por profissionais vindos do music hall, o tradicional teatro de variedades britânico. Ele descreveu cubículos cheios de senhores fumando cachimbo, e chamou o dono, Dick James, de um "velho querido" de outra era.
A virada veio com Steve Brown, contratado, segundo Taupin, para dar uma cara mais moderna à empresa. Ao ouvir o material, ele separou o que a dupla escrevia por encomenda do que compunha para si mesma. "Vocês não podem fazer isso. Isso é horrível. Vocês nunca vão conseguir que alguém grave isso, mas essa outra coisa é meio interessante", disse Brown, nas palavras do letrista. Semanas depois, os dois escreveram "Skyline Pigeon".
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