
Segundo Laís, a relação com a década começou ainda na infância, quando tinha entre 11 e 12 anos. O interesse surgiu a partir da influência do pai, que costumava fazer viagens a trabalho e, em uma dessas ocasiões, a presenteou com um DVD com 92 clipes de flashback.
O presente fez tanto sucesso entre os familiares que chegou a travar devido ao uso frequente, para o desespero de Laís, que queria ouvir as músicas o tempo todo. Entre as faixas mais reproduzidas estavam “Carrie”, da banda Europe, e “Making Love”, do Air Supply.
Alguns anos depois, quando morava na Vila Mariana, em São Paulo, Laís começou a reparar nos sebos que existiam na região. Nos estabelecimentos, era possível encontrar DVDs, CDs e outros objetos da época. A partir daí, começou a montar sua própria coleção com os itens que comprava nos sebos e outros que encontrava em cidades vizinhas.
Atualmente, Laís tem em seu acervo os seguintes objetos:
Uma vitrola;
Cerca de 40 discos;
DVDs antigos;
CDs;
Pôsteres;
Relógios e outros objetos relacionados a esse universo.
Mesmo com um acervo repleto, Laís ainda deseja um item para compor sua coleção: o disco Songs from the Big Chair, da banda Tears for Fears, lançado em 1985.
Para adquirir os itens que compõem sua coleção, Laís percorre sebos de Maringá, Curitiba e São Paulo, além de lojas de discos. Mais do que uma busca por peças, o garimpo se tornou uma experiência sensorial, marcada pelo contato com os objetos e pela expectativa do que pode surgir a cada visita.
A repercussão do perfil no Instagram foi uma surpresa. A estudante já tinha uma conta na rede social, onde postava seus itens de coleção por entretenimento. Com o tempo, percebeu que o público também se interessava pelo conteúdo. Dessa forma, Laís foi moldando o perfil e passou a direcionar as publicações para os espectadores interessados na década, sem deixar de lado a própria identidade.
Foi nesse processo que surgiu o Instagram @agarotaflashback. Eu me inspirei também em referências de outros perfis que acompanhava, mas queria criar algo que tivesse a minha identidade e que realmente combinasse comigo. ”
A paixão pelos anos 80 também ultrapassou as redes sociais e ganhou espaço na pele de Laís. Entre as tatuagens que possui, uma delas é uma fita cassete com a palavra “Flashback”, feita por Aline, irmã de Laís, que é tatuadora e mantém o perfil @freya_dottir.
Acho que essa tatuagem representa muito bem essa paixão, porque o flashback acabou deixando de ser apenas uma estética ou um gosto musical e se tornou também uma parte da minha identidade. ”
Fonte: gmc. online. com. br